Ir para conteúdo

Goris

Membro
  • Total de itens

    9.524
  • Registro em

  • Última visita

  • Days Won

    211

Goris last won the day on June 8

Goris had the most liked content!

Reputação

889 Excelente

Sobre Goris

  • Rank
    Brekgrounder Elite - Silver Warrior!
  • Data de Nascimento October 21

Informações de Perfil

  • Sexo
    Male
  • Localidade
    Somewhere over the rainbow

Últimos Visitantes

3.426 visualizações
  1. Dragon's Crown Pro

    Sei que é OLD NEWs, mas eu não havia visto essa tirada contra os SJWs da Kotaku e, caso alguém não tenha visto, vale a pena ler: Quando lançaram o primeiro trailer de Dragon's Crown (lááááá atrás, em 2013) o jornalista da Kotaku, Jason Schreier, criticou o jogo por ter personagens femininas com grandes seios e bundas, dizendo que foram desenhadas por um garoto de 14 anos. Afinal, só garotos na flor dos hormônios para desenhar personagens femininas tão sexualizadas. A resposta de George Kamitami, diretor do jogo, foi curta e grossa, disse que se Jason não curte bruxas e guerreiras, ele tem todo o direito de adorar os anões. E publicou isso na página do facebook do jornalista: Sério, pode até parecer infantil, mas não é. Kamitani simplesmente mostrou que o character design de todos os personagens é caricato e exagerado, não apenas o das mulheres. E ainda insinuou que o gosto de Jason é outro (nada contra, mas uma bela trollada). Incrível como no Japão neguinho despreza esses guerreiros sociais tão temidos aqui no Ocidente e, todo ano, esses mesmos SJWs dão a bunda por jogos japoneses. Freud explica. Matéria: Kotaku Edit: Ah, nosso corajoso cuckotaku pediu desculpas, logo depois. Típico, hein? Edit: Se a imagem não aparecer, clique nela para ir para o link.
  2. [Filmes] Bumblebee

    Bumblebee nunca foi meu preferido, sempre gostei mais de Jetfire e Optimus do lado dos heróis e de Starscream, Soundwave e Shockwave entre os vilões. Só de ter o Starscrem que vale o filme já me interessou.
  3. Imagens Engraçadas e Incríveis! - Tópico Oficial

    Tem que saber inglês:
  4. Forum pelo celular

    Oh.... Maressa, eu nunca imaginaria isso!!!!!! Eu até imaginaria Xena e Gabrielle, mas Madison Square????? Quem diria!
  5. [História] África!

    A África é um continente muito esquecido. Pior, um continente com reinos poderosos e milenares, tão rico em história quanto a Europa pré industrial e cujas história são ignoradas. Se vc juntar esses tópicos as histórias da África apenas vão ficar (como sempre) esquecidas no meio de tantas outras.
  6. [Blogsphera] Notícias Rápidas

    Homofóbicos, índios mostram que homofobia não é coisa de cristão (apenas), como adoram declarar. Não, não estou defendendo a homofobia.
  7. Tópico Oficial - Aventuras na História!

    Douglas Bader, o piloto que chutava bundas, e nem tinha como. Cardoso 22/05/2018 O dia que começou ruim para Douglas Bader estava prestes a piorar, muito. Voando sem seu fiel ala, ele se desorientou nas manobras e não conseguiu derrubar nenhum dos 12 caças alemães que seu grupo de 4 Spitfires havia atacado. Mirando em outro grupo ele conseguiu um abate, mas quando decidiu voltar pra casa seu caça foi atingido violentamente, a ponto de se partir em dois. Sem a seção de cauda, o Spitfire girava descontrolado a 640Km/h, caindo como uma pedra. Brigando contras as forças g bader abriu a carlinga, mas não conseguiu sair. Sua perna estava presa nas ferragens. Vendo o chão se aproximar, ele tentou uma manobra desesperada: Abriu o paraquedas. Puxado pela força do ar, sua perna foi arrancada logo acima do joelho mas ao menos ele conseguiu pousar em segurança. A perna era a menor das preocupações, pois era uma perna mecânica. Na verdade, Douglas Bader tinha duas. Nascido em 1910, Douglas era jovem demais para lutar na Grande Guerra mas isso não impediu que visse seu pai morrer de ferimentos de combate, em 1917. Ele nunca mostrou propensão a uma carreira militar, ou a qualquer carreira. O padrasto (a mãe se casou assim que enviuvou) era um pastor que não dava bola pra Bader, a mãe também não ligava, ele acabou virando um adolescente revoltado, atirou no irmão com uma arma de chumbinho, e como punição foi mandado para uma escola preparatória, onde canalizou sua violência em esportes e… mais violência, participando de equipes de luta. Aos 13 anos ele foi introduzido por um tio (epa!) ao mundo da aviação militar, mas embora tenha gostado não cogitou a idéia de se tornar um piloto. As notas não eram grande coisa, mas depois de um esporro e um acompanhamento do diretor da escola, mudaram totalmente. Douglas Bader era extremamente inteligente, só não estava nem aí pra Hora do Brasil, literal e metaforicamente, mais metaforicamente. O tio insistiu, ele viu que era uma boa e de qualquer jeito gostava de aviões (que garoto de 13 anos não gosta?) e ele acabou fazendo Academia da RAF e Oxford. Como cadete da Força Aérea ele adorava corridas de carros, acrobacias e corridas com aviões, as três coisas proibidas pelo regulamento. Cadetes morriam como moscas por causa dessas gracinhas, e com Douglas (quase) não foi diferente. Em 14 de Dezembro de 1931 ele forçou demais uma manobra acrobática e se esfacelou no chão com o avião. Depois de 4 semanas no hospital, Douglas Bader havia perdido as duas pernas. Ele tinha 21 anos de idade e esse foi o fim de sua carreira de aviador. OK, foi o que disseram, mas o moleque rebelde jamais aceitaria uma opinião dessas, e usando a tecnologia da época, que não era exatamente a do Tony Stark, arrumou um par de pernas mecânicas e reaprendeu primeiro a andar, e quando se sentiu confortável procurou cursos de aviação civil para reaprender a voar usando as pernas mecânicas para acionar os pedais do leme. Douglas Bader, antes de seu acidente, fazendo manobras com aviões. Em 1932 ele fez um teste prático e foi aprovado. Um exame médico o liberou para voar novamente, mas alguns meses depois a Força Aérea mudou de idéia. Douglas ficou puto mas só sobrou continuar voando como civil, até que em 1937 o bicho começou a pegar na Europa e os ingleses já não estavam tão exigentes em termos de pessoal. Ele aporrinhou o Ministro do Ar até conseguir uma posição, mas descobriu que era um posto em terra. Interveio o Vice-Marechal do Ar Halahan, que havia sido comandante de Douglas Bader antes do acidente. Bader foi submetido -de novo- a todos os testes e exames, e foi aprovado com louvor e a contragosto. A idéia de um piloto sem pernas era ridícula para os envolvidos, e ninguém se preocupou em perguntar a Bader o que ele achava. O grande e praticamente aliado era o Vice-Marechal Halahan, que garantiu pessoalmente a capacidade de Bader. Em 27 de Novembro de 1939 Douglas Bader fazia seu primeiro vôo solo como Tenente da Força Aérea Real, e como Baden era Banden, depois das manobras básicas ele vez um vôo invertido com seu biplano Avro Tutor. Em Janeiro de 1940 ele já estava voando num Spitfire, e batendo de frente com os superiores. Bader tinha suas próprias idéias de táticas de combate, que eram opostas ao ensinado. Esperto, ele parou de reclamar, fez o que todo mundo esperava dele, e foi sendo promovido. Claro, na hora do vamos ver ele usava as táticas que achava melhor, o que levou a vários sustos. Muito agressivo, Bader gostava de mergulhar a toda em direção a seus alvos, e quase colidiu com um bombardeiro em uma de suas primeiras missões. Seu estilo era consequência de sua agressividade natural mas também de sua condição de amputado. Sem pernas não havia para onde o sangue ir durante manobras extremas. Em pilotos normais o sangue se acumulava nas pernas e eles perdiam a consciência. Bader não. Ele Começou a acumular vitórias na Batalha da França, em Dunquerque e na Batalha da Inglaterra, onde chegou a ser quase abatido, pousar, trocar de avião e voltar. Promovido a líder de esquadrão, coube a Bader resolver o problema de um grupo de canadenses, abalados com a perda de um monte de companheiros. Quando viram o sujeito mancando acharam que tinham sido sacaneados, mas rapidamente ele demonstrou no ar e em terra que estava ali a sério, e os pilotos passaram a adorar seu comandante, principalmente por seu desrespeito à burocracia. O que era preciso pra colocar o esquadrão nos trilhos, ele conseguia, sem papelada. Em 9 de Agosto de 1941, logo após ter derrubado um alemão Bader colidiu ou foi abatido pelo inimigo, saltando no último segundo ele perdeu uma perna presa no avião, e danificou a outra na queda. Isso explica ter sido capturado pelos nazistas, mas isso não era tão ruim se você fosse Douglas Bader. Sua captura foi comunicada ao General Adolf Galland, que imediatamente requisitou o prisioneiro para “interrogatório”. Na verdade Galland era fã de Bader, um às não-conformista reconhece outro. Adolf Galland era um dos últimos pilotos-cavalheiros, voando com honra e elegância. Defendia a arte dos combates aéreos como duelos, não como massacres, e protegia seus pilotos a ponto de brigar com Hermann Göring e Hitler, que não entendiam nada de combate aéreo (que era ruim sendo Göring chefe da Luftwaffe). Galland chegou a ser preso e quase foi acusado de traição durante a Revolta dos Pilotos, quando a elite da Luftwaffe exigiu uma série de mudanças para continuar combatendo. Após verificar que Bader estava confortável, Galland usou de sua influência para resolver outros problemas do inglês que estava começando a se tornar um amigo e assim o seria por toda a vida. Contatando o Comando Britânico através da Cruz Vermelha, Galland garantiu salvo-conduto e no dia 19 de Agosto um bombardeiro inglês lançou de paraquedas uma caixa contendo uma perna mecânica substituta para Bader. Em uma atitude bem pouco britânica o bombardeiro depois lançou bombas sobre a base, mas a maior encrenca nem foi essa. Dar pernas novas a Bader se mostrou fonte de muita dor de cabeça. Ainda no hospital da base, ele fez uma clássica corda com lençóis e fugiu, mas foi recapturado quando uma enfermeira traíra entregou aos alemães que ele havia escapado. Depois disso ele fugiu de todo campo de prisioneiros que era colocado. Em um deles sua fama o prejudicou. Um oficial da Luftwaffe soube que o famoso Douglas Bader estava no Campo 3. Foi até lá para conhecê-lo, mas quando chegou o alojamento estava vazio. Dado o alarme, Bader foi preso. De novo. Chegaram até a fazer cartazes de procura-se para usar durante suas fugas, sendo que Bader achou hilário quando 20 anos depois ele viu um dos cartazes que dizia que ele “andava bem com uma bengala”. “Absurdo” disse ele “eu nunca usei bengala”. Bader só sossegou o facho depois que ameaçaram tirar as pernas mecânicas para que ele parasse de tentar fugir, mas foi só por um tempo. Ele só sossegou mesmo quando foi mandado para o Castelo Colditz, um hotel de luxo transformado em prisão VIP onde ficavam altos oficiais aliados, ministros e políticos de alto escalão de países inimigos, celebridades, etc. Libertado pelos americanos em 1945, Bader voltou para a Inglaterra, onde soube que seu velho amigo Adolf Galland, junto com outros dois pilotos, Hans-Ulrich Rudel e Günther Rall seriam recebidos como prisioneiros de guerra. Bader fez questão de estar presente, e em uma espécie de equilíbrio cármico, usou de sua influência para conseguir uma perna mecânica para Günther Rall, que também era amputado. Bader era tosco e pé na porta. Uma vez em um programa na TV alemã homenageando Galland ele passou por um monte de ex-pilotos da Luftwaffe e comentou “Nossa, não sabia que tínhamos deixados tantos de vocês bastardos vivos”. Por outro lado ele era extremamente leal. Depois que os caças ficaram rápidos demais, complexos demais e ele não estava ficando mais novo, Bader deu baixa na Força Aérea e foi trabalhar como executivo da Shell. Ele recebeu várias ofertas mais lucrativas, mas quando sofreu seu acidente a empresa havia oferecido uma vaga a ele, gesto que Bader nunca esqueceu. Nesta edição do Essa É Sua Vida britânico, Douglas Bader foi homenageado entre outros por seu velho amigo Adolf Galland, e se há melhor mensagem de integração e humanidade do que isso, eu não sei, mas é bom demais ver uma platéia inglesa aplaudindo um general nazista. Após se aposentar em 1969, Douglas Bader se dedicou a promover inclusão de deficientes no mercado de trabalho, e é complicado dizer a um sujeito que derrubava nazistas em seu Spitfire sem precisar das pernas que não dá pra empregar um sujeito pra dirigir um bonde por faltar u`a mão. Por causa de seus esforços sociais Bader foi sagrado Cavalheiro do Império Britânico em 1976, mesmo ano em que parou de voar. Ele recebeu todas as honras e medalhas que poderia, foi visto como exemplo mesmo não sendo o modelo de bom-cidadão que a mídia gostava de vender. Bader era conservador, meio racista, nacionalista e briguento, mas pensando bem ele era um inglês de 76 anos, estranho seria se ele tivesse um tumblr e gênero próprio. Douglas Bader morreu em 1982, deixando um legado, uma história e amigos de longa data, incluindo Adolf Galland, que compareceu a seu funeral, um gesto digno de um antigo inimigo. Fonte: Contraditorium
  8. Filmes da Semana

    O jogo não tem muito a ver com Duna. Basicamente você controla os coletores de especiaria mais alguns batedores e soldados e tem que coletar especiaria enquanto os vermes de areia não chegam. Ocasionamente você luta contra os harkonnens (e uma terceira casa, não comentada nos livros chamada Ordos) mas creio que nao é o melhor jogo para vc curtir. Procure por Civilization V, peça pra seu filho baixar a tradução pro português e vc vai curtir mais. Basicamente você escolhe um povo (brasileiros, americanos, etíopes, arabes, persas, gregos, egípcios, franceses, ingleses, índios iroqueses e soshones, chineses e japoneses e pode controlar o desenvolvimento deles durante eras, como se fosse a deusa deles. Você escolhe se seu povo vai ser guerreiro, pacifista (acabei de jogar hoje como pacifista, venci o jogo quando todos os países do mundo viram que a paz, o amor e o Góris way of life eram melhores. Outras pessoas podem curtir ir pra dominar todo mundo, escravizar outros povos ou destruir eles ate todos os povos serem esquecidos pelas areias do tempo. Se seu micro rodar, vale a pena. O filme é realmente bom e curti a X-Force, mas fiquei com raiva, se eles tivessem mais tempo de tela iam acabar diminuindo o Deadpool, mas tinham que ter mais tempo de tela. Todo mundo que viu reclamou disso. Mas eles valem a pena cada segundo que aparecem. Ah, não saia antes das cenas pós-créditos. Me disseram que eram as melhores de quaisquer filmes da Marvel e eu não acreditei, mas elas são muito boas mesmo. Fica a dica, não vai com a expectativa no máximo, porque o filme é muito bom, mas se vc for esperando um filme fantástico, vai se decepcionar. Se esperar um bom filme vai gostar.
  9. Vídeos Engraçados e Incríveis - Tópico Oficial

    Caras, tem 8 videos de Dan, the Man!
  10. [História] África!

    Robert Smalls, o escravo fujão que virou o Django, mas no Outubro Vermelho Cardoso 11/05/2018 A Guerra Civil nos EUA é um tema extremamente complexo, e nem de longe foi o Bem contra o Mal com o Norte bonzinho libertando escravos e o Sul malvado fazendo maldade com o Kunta Kintê, embora isso seja parte da equação. O próprio Abraham Lincoln, um homem de seu tempo tinha idéias hoje consideradas racistas, era contra dar a negros direito a voto, cargos públicos e dizia com todas as letras que eram inferiores aos brancos. Mesmo não vivendo uma vida excelente, era muito melhor ser negro no Norte do que no Sul, e por um tempo escravos fugitivos conseguiam viver em paz, mas o Fugitive Slave Act de 1850 determinou que a União deveria auxiliar a busca e retorno de escravos fugidos, mesmo em Estados onde não havia escravidão. Isso fez com que muitos escravos fugissem direto para o Canadá, até estourar a Guerra Civil, agentes federais ficaram menos propensos a retornar escravos para o Sul. Em meio a essa confusão toda que começa a história de Robert Smalls. Quer dizer, a história dele começa em 1839, quando nasceu em Beaufort, Carolina do Sul, filho de Lydia Polite, escrava doméstica da família McKee e muito provavelmente de Henry McKee, o dono da casa e dos escravos. Quando Robert fez 12 anos os McKees se mudaram para Charleston, e como ele já tinha idade suficiente, foi colocado para trabalhar, de uma forma tão cruel que parece até alguns casamentos: O Mestre mandou que ele arrumasse um emprego. O dinheiro do salário ia todo para o Mestre, claro. Era tipo uma terceirização. Primeiro ele arrumou emprego em um hotel, mas acabou trabalhando nas docas, Robert descobriu que amava o mar e de estivador, costureiro de velas e outros empregos, acabou virando timoneiro, e trabalhou como prático do porto de Charleston, sem o título pois escravos não podiam ser práticos. Com 17 anos ele se casou com Hannah Jones, uma escrava de 22 anos. Eles tiveram uma filha, que juntada às duas que Hannah havia tido de um casamento anterior, formaram a família de Robert Smalls. Em 1861 a Guerra Civil estourou, e todos os barcos foram usados no esforço de guerra, inclusive o CSS Planter, uma canhoneira fluvial usada para transporte de suprimentos, na qual Robert era o timoneiro. A tripulação era composta de oficiais brancos e marinheiros escravos, e isso deu uma idéia a Robert: Tentar um Outubro Vermelho, uma deserção em massa. Mas para isso era preciso ganhar a confiança dos oficiais, e ele conseguiu, sendo um excelente marinheiroe cumprindo todas as ordens enquanto viajavam pela costa da Flórida, Geórgia e Carolina do Sul levando munições, comida e plantando minas nas rotas inimigas. Pacientemente Robert esperou um ano até o momento propício. Ele já conhecia o Planter como a palma da mão, todos os conspiradores sabiam seus papéis, quem era pra ser avisado estava avisado. No dia 13 de Maio de 1862, depois de pegar uma carga de 4 canhões pesados, 200 libras de munição e 20 fardos de lenha o Planter atracou em Charleston. Os oficiais foram passar a noite em terra, provavelmente bebendo e socializando com as moças do porto, e “como sempre” deixaram os escravos tomando conta do navio. Robert apareceu vestindo um uniforme naval completo, inclusive com um chapéu igual ao do capitão do Planter. Subiu a bordo sem que ninguém percebesse algo diferente, soltaram as amarras e seguiram até um ancoradouro próximo. Lá pegaram a família dele e outros parentes dos escravos a bordo, e seguiram em direção ao norte. Havia pelo menos 5 postos de checagem no caminho, inclusive fortes com artilharia que obliterariam o Planter da face da Terra se fosse preciso. Ele hasteou a bandeira dos Confederados, e a cada posto de checagem respondia corretamente aos sinais luminosos, com os cumprimentos e códigos precisos, que ele havia decorado depois de ver os oficiais os usarem tantas vezes. Quando passaram o último posto, chegou a fase mais perigosa: Eles rumavam direto para a frota da União, os inimigos. A bandeira confederada foi rapidamente arriada e um lençol serviu de bandeira branca. Por sorte o capitão do USS Onward não era desconfiado, acreditou na bandeira, mandou um grupo de abordagem ao qual Robert alegremente entregou o navio, as armas, munições e principalmente os livros de código com todas as cifras usadas pelos Confederados. Ah sim, e mapas mostrando a localização de todos os campos minados, muitos dos quais instalados pelo próprio Robert. Levado até o Almirante Samuel Dupont, que comandava o bloqueio a Charleston Robert apontou os bancos de areia, as regiões com mais ou menos suprimentos, a quantidade de tropas, tudo. Ele virou um herói nacional ou pelo menos de metade do país. Jornais e revistas publicavam a história, ele deu entrevistas, tomou café com a Ana Maria Braga, pacote completo. O Congresso até votou uma Lei na correria dando uma recompensa a Robert Smalls e todos os outros escravos da tripulação do Planter. Ele recebeu US$1500,00, o equivalente hoje a US$37 mil mais ou menos. O suficiente pra começar uma vida nova, arrumar uma casinha, comprar um mimo pra patroa. Só que ele não teve muito tempo pra vida doméstica. Requisitado pela Marinha, ele trabalhou indicando áreas minadas por um tempo, mas logo perceberam que sua fama poderia ser melhor aproveitada. Convencido a ir a Washington, ele conheceu o Presidente Lincoln, que logo depois mudou de opinião e passou a permitir que negros servissem nas forças armadas da União. Robert foi pessoalmente responsável por mais de 5000 voluntários. De volta a Port Royal, ele foi transferido para o Exército, onde continuou trabalhando como consultor civil pilotando barcos. Se envolveu em várias batalhas navais, foi afundado uma ou duas vezes, até que acabou de novo no timão do Planter, som o comando do Capitão James Nickerson, quando em primeiro de Dezembro de 1863 foram atacados por baterias de artilharia inimiga atirando de terra. Apavorado o capitão abandonou a ponte e se escondeu no depósito de carvão do barco. Robert Smalls se viu sozinho na casa do leme. A única opção era a rendição, mas o Sul não seria gentil com um ex-escravo que roubou um navio e repassou um monte de informações sigilosas pro inimigo. “hoje não”, provavelmente pensou ele, enquanto avisava ao pessoal da casa de máquinas, provavelmente ex-escravos como ele que iriam sair dali a toda. Os carvoeiros carvoaram como nunca, Robert usou todo seu conhecimento para navegar o Planter pelas rasas e perigosas águas, enquanto os inimigos tentavam inutilmente mirar seus canhões em algo que hoje de longe pareceria um jet ski. Fora de perigo, rumaram ao porto, onde o navio chegou, avariado mas flutuando. James Nickerson deixou a História coberto de vergonha, e Quincy Adams Gillmore, comandante geral da região promoveu Robert Smalls na hora para o posto de capitão do Planter. No ano seguinte, 1864 Smalls se dividia entre pilotar e comandar o Planter, acompanhar convenções políticas, aprender a ler (ele ainda era analfabeto) e arrecadar dinheiro para organizações de apoio à educação de ex-escravos. Nesse mesmo ano um incidente na Filadélfia foi fundamental para a história de Smalls e a História em geral: Em um bonde, ele foi ordenado a ceder seu lugar para um passageiro branco. Ele se recusou a viajar de pé e desceu do bonde, mas era conhecido o bastante pra isso virar um escândalo. Os jornais denunciaram a humilhação de um veterano herói de guerra que havia sobrevivido a 17 grandes batalhas da Guerra Civil, a discussão chegou ao senado estadual, e em 1867 a Pennsylvania promulgou uma Lei dessegregando o transporte público, décadas antes de Rosa Parks. Depois do fim da guerra ele continuou pilotando o Planter em missões humanitárias levando mantimentos para o Sul, Depois ele fez algo que pode ser caracterizado como “vingancinha” das boas: Comprou a casa do seu ex-mestre, que havia sido confiscada pela União durante a guerra. Nela morou Robert, a família e sua mãe. Em um gesto de caridade ele permitiu que a esposa do antigo mestre morasse na casa até o fim da vida. A casa do ex-mestre e que depois foi comprada por Robert existe até hoje. Robert arrumou um sócio, abriu uma loja para vender suprimentos principalmente para ex-escravos. Com o lucro contratou um professor particular para aprimorar seus conhecimentos, e comprou um prédio de dois andares e criou uma escola para crianças negras. Em 1870 junto com outros sócios ele montou uma ferrovia, só havia um branco no quadro de diretores. Ele havia se estabelecido como um homem rico e influente, e fundou até um jornal, como esse tipo de sujeito costuma fazer. Ele era um republicano devoto, trabalhava dentro do partido pra promover a idéia de educação pública gratuita e compulsória. Eleito deputado estadual, ajudou a aprovar a carta dos Direitos Civis de 1870 na Carolina do Sul. Logo foi eleito senador estadual, onde angariou fãs entre os outros políticos, por sua habilidade oratória e de articulação. Eleito para o Senado Federal, ele permaneceu por 5 mandatos, onde tentou promover integração das forças armadas e combateu sem sucesso tentativas democratas de diminuir o alcance do voto negro, com redimensionamento de distritos eleitorais e outras marmotagens. Sim, aquilo que reclamaram da última eleição nos EUA já não era novidade em 1874. Ele acabou prejudicado depois de uma armação dos democratas o envolver em uma denúncia de suborno. No final o caso foi arquivado quando os republicanos acharam uma acusação semelhante envolvendo democratas. Política, né… Em 2006 o Exército dos EUA lançou ao mar o USAV Major General Robert Smalls, um navio de apoio logístico, o primeiro a ser batizado em honra a um negro. Robert Smalls venceu todas as adversidades possíveis, enfrentou situações inimagináveis para qualquer um vivendo no conforto do Século XXI (em países com PIB decente, claro) e conseguiu construir uma vida honrada, fez muito pelo seu povo e por si mesmo. Chega a ser uma afronta à sua memória gente em 2018 dizer que não consegue algo por causa da escravidão. Ele morreu em 1915, aos 75 anos de idade sempre defendendo a igualdade entre as raças. “Minha raça não precisa de nenhuma defesa especial, a história deles neste país mostra que são iguais a todos os povos em qualquer lugar. Tudo que precisam é uma oportunidade igual na batalha da vida” Robert Smalls, 1839-1915 Fonte: Contraditorium
  11. Forum pelo celular

    Eu vivia tendo esse problema com a BG, a solução foi textos menores.
  12. Vingadores: Guerra Infinita

    Sim, sim. O final é o final de um filme em duas partes. Mas acho que ficou muito anti-clímax, deveria ter mais heróis morrendo pelas mãos do Thanos mesmo, no final do filme. O lance das pessoas morrerem daquele modo foi OK, mas ficou meio... Assim, quebrado no meio. O pior é heróis que vão ter filmes em breve sumindo. Tira um pouco da credibilidade.
  13. Vingadores: Guerra Infinita

    Bom, não gostei tanto, mas dou nota 9, porque o eu gostar é porque EU esperava outro fim, mas todo o resto do filme era bom demais pra não dar 9. O filme tinha um desafio imenso, unir TODOS os heróis da Marvel no cinema. Eu achava impossível um filme juntar todos eles sem alguns ficaram de fora ou serem sub-aproveitados. E a Marvel me surpreendeu. Conseguiu colocar uns quase 30 heróis em cena e a imensa maioria deles não serviu apenas de figurante. Na verdade, ela me surpreendeu porque alguns figurantes eram mais que inesperados. O anão ferreiro então, direto de Branca de Neve me surpreendeu demais. Enfim, filme muito bom e que merece ser visto no cinema.
  14. Neomulher... Me sinto agora como meus pais e tios se sentiam vendo eu falar 8Bits, Internet e etc 20 anos atrás.
×