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Brek

Excessos do movimento feminista

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Acredito que a lei não deveria tratar do assunto dessa forma, mas com a pressão da sociedade e a vontade de ser aprovada de qualquer jeito acabaram cedendo bastante e tornando a reforma uma "meia reforma". Que é bom, pois é melhor do que nada, mas que acaba deixando a margem para termos que fazer uma nova reforma em, relativamente, pouco tempo.

As mulheres tem os mesmos direitos que os homens perante a lei, logo deveriam se aposentar na mesma idade e é assim que funciona em países mais desenvolvidos. Ela se aposentar cedo por que uma grande parte tem dupla jornada acaba favorecendo a dupla jornada, pois se elas se aposentam mais cedo por isso acabam sendo merecedoras disso. Como podem depois querer os mesmos direitos se tem mais benefícios?

Acaba sendo um tiro pela culatra na busca por direitos iguais na minha opinião, pois causa um desserviço em uma sociedade que a cada dia trabalha para ser mais igualitária.

Um ponto intrigante é que muitas mulheres tem jornada dupla mesmo por terem escolhido um parceiro que não é um bom companheiro, mas assim como muitos homens pagam pelas domésticas de suas casas e a mulher acaba ficando com folga, muitas vezes nem trabalhando em casa e nem fora dela. Mas não é pensando nesses casos, por mais comuns que sejam ambos, que vamos definir alguma lei.

Infelizmente a justiça está longe de ser justa e não é de agora... Continuará assim na previdência pelo visto, como é em tantos outros pontos.

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18 hours ago, Maressa Kristorm said:

Eu concordo com a aposentadoria antes da mulher por conta de seu papel de cuidadora do lar e mãe. Poucos homens ajudam suas esposas quando os dois chegam do trabalho,isso é um vício ,a maioria dos homens vão tomar banho e ver TV ,mulher chega passa no sacolao, mercado nem tira a roupa do corpo e vai para cozinha preparar o jantar.
Tem jornada dupla e até tripla...ajuda os filhos nas lições de casa...Vai cuidar de si tarde da noite.
Mulher não tem tempo para respirar ,por isso sofre constantes dores musculares ,de cabeça. ..Por causa da sobrecarga e estresse.

Esquece, esse tópico está perdido. Pessoas que não passam por isso ou não se interessam pelo assunto costumam a achar que mulher sofre porque quer. Como a sociedade permitiu ao homem o privilégio de ter uma "dona do lar" particular, os homens não entendem que a função "dona do lar" é algo quase que exclusivo das mulheres, tanto que ninguém fala em "dono do lar". As pessoas não percebem a questão cultural que isso envolve. Então acham que a jornada dupla ou tripla é uma escolha. Que a mulher chega em casa e a "função" dela é arrumar tudo porque gosta, e não porque a "função" do marido nessa hora é descansar.

Ainda temos muito tempo pela frente pra chegar nos direitos iguais. Hoje é obrigação da mulher saber cozinhar e é um "extra" do homem saber fazer miojo. É obrigação da mulher cuidar dos filhos enquanto "nossa, homem que tem cuidado com os filhos é meu sonho". A responsabilidade da roupa suja tem que ser de ambos. Mas aí tu para e pensa: quantas propagandas de amaciante ou de produtos de limpeza são voltadas pro mercado masculino? Praticamente nenhuma, porque é função da mulher cuidar da casa. Isso é intrínseco.

O mundo é desigual exatamente por acharem essa desigualdade algo normal ou uma "escolha". É como se a mulher tivesse "escolhido ser inferior".

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Parabéns Christian!

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Quem não consegue enxergar isso ,não adiantará debater. Graças a Deus em casa não sofro com essa parte tenho 3 pessoas do sexo masculino e me ajudam no trabalho de casa que é dividido entre nós.
Quem acorda primeiro prepara o café, quem chega a tarde ,o lanche e a noite adiantamos o almoço do outro dia nos intervalos dos filmes e séries.
Mas na maioria esmagadora é exatamente assim que ocorre...Desse jeito descrito pelo Chris...pura realidade!

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Sério? Tópico perdido? Pessoas que não conseguem enxergar isso? Pessoas que não passam ou não se interessam por isso? Sério mesmo?

Estou estranhando vocês. Não é por que não temos a mesma opinião que não podemos debater o assunto ou não possamos dar nossa opinião sincera aqui. Não tivéssemos interesse nem estaríamos postando no tópico. Eu respeito a opinião de vocês, mesmo não concordando, pois tenho o direito de ter uma opinião diferente.

E não é questão de não conhecer o assunto ou não querer enxergar algo, mas sim trocar opiniões, mesmo que divergentes. Assim como qualquer um aqui pode ter conhecidos que sofrem deste ou de outro problema também há pessoas que não tem problema algum com isso. 

Dono do lar é um termo incomum por que a cultura era do homem ir trabalhar e a mulher trabalhar em casa, mas até mesmo essa cultura já mudou. A minha geração já é bem diferente e a nova geração mais ainda. E quem é "do lar", não tem jornada dupla, ela tem um trabalho que é cuidar do lar, enquanto o homem trabalha fora. Nada mais natural de que ela então se concentre nas coisas do lar e não o contrário. E se for bem organizada não vai ficar trabalhando da hora de acordar até a hora de dormir.

Se é para contar casos pessoais, também conheço vários onde por a mulher trabalhar fora, o casal divide as atividades do lar. Também conheço o velho tradicional da mulher cuidar da casa e o homem trabalhar fora, mas nem por isso a mulher se sente uma escrava do lar, pois cuida com prazer do que é dela e não deixa trabalho para noite. Fora as inúmeras famílias com empregadas domésticas onde a maioria que paga por elas é o próprio marido e a mulher fica livre para gastar o salário como bem quiser se trabalhar fora e se for dona de casa fica com pouco trabalho já que a maior parte é com a empregada.

Há diversos "setups" de famílias e apesar de ninguém gostar de sofrer não devemos usar do vitimismo para não encarar nossa realidade e responsabilidade na hora de viver a vida. Certas escolhas nos causam prejuízo, outras não. Mas mudar o presente ou o futuro em pró da igualdade é um trabalho de todos e devemos basear nossas leis no que é o ideal e não simplesmente em pró de escolhas pessoais das pessoas por que a cultura era uma no passado e ainda tem gente vivendo assim, quando atualmente o quadro está mudando cada vez mais.

Dito isto, não vejo problemas em manter os 3 anos a menos para mulher. Que seja um período de transição e mais para frente possamos igualar essa idade que é o ideal. Isso, claro, na minha opinião, que é apenas minha opinião e não uma verdade absoluta que não pode ser contestada como parece que vocês querem que seja a sua opinião sobre o assunto. ;)

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3 hours ago, Eli Brek said:

Há diversos "setups" de famílias e apesar de ninguém gostar de sofrer não devemos usar do vitimismo para não encarar nossa realidade e responsabilidade na hora de viver a vida. Certas escolhas nos causam prejuízo, outras não. Mas mudar o presente ou o futuro em pró da igualdade é um trabalho de todos e devemos basear nossas leis no que é o ideal e não simplesmente em pró de escolhas pessoais das pessoas por que a cultura era uma no passado e ainda tem gente vivendo assim, quando atualmente o quadro está mudando cada vez mais.

Há diversas comunidades, e não diversos "set ups". Posso citar o exemplo da minha família mesmo. Minha mãe é da cidade de Colombo, no Paraná. Meus avós eram extremamente religiosos, viviam numa pobreza absoluta, e tiveram 14 filhos. Destes 14, 3 saíram de Colombo e o restante ficou. Dos que ficaram, 3 morreram. Os que continuaram lá acabaram invadindo terrenos perto da casa de meu avô pra construir suas casas.

Dessa galera, a média de filho de cada indivíduo é entre 3 e 5 crianças, sendo que alguns têm muito mais que isso. No lugar onde elas vivem homem é tido como bicho bruto que não leva desaforo pra casa. Tenho uma tia que é um pouco mais velha que eu, tem 5 filhos, um ex-marido presidiário e o atual é um monstro. Desses 5 filhos, um deles já teve 2 filhos e outro já teve 3. A filha dela já disse que pegou o padrasto espiando ela tomar banho, um outro filho já ameaçou matar o padrasto se ele fizesse isso de novo, mas minha tia continua defendendo o atual marido. Então você me diz que isso é uma escolha sensata? Ela casou com um possível pedófilo porque quis, porque curte colocar a filha em perigo?

Eu calculo que minha família em Colombo, que se originou com 8 tios e tias, hoje deve beirar umas 100 pessoas pra mais (não faço menor ideia, pois não tenho contato com eles há ao menos uma década). Quase todos não têm estudo algum, mal completaram a quinta série porque precisavam trabalhar. Então você me diz que isso foi escolha? Eles escolheram ficar pobres? Minhas tias e primas escolheram caras violentos porque sim? Ou simplesmente o local onde elas vivem não propicia tais escolhas? Onde minha tia pode escolher casar com um monstro, com outro monstro, com outro monstro? Afinal, na cultura deles, a mulher precisa de um marido.

Se você pesquisar um pouco você vai ver que, quanto maior o nível de escolaridade de uma pessoa, menos ela aceita maus tratos dentro de casa. Inclusive, com a independência conquistada pelas mulheres das elites das metrópoles, muitas estão escolhendo ser mães solteiras. Elas não querem se prender a um cara por talvez não terem encontrado um homem que suprisse suas necessidades ou simplesmente por quererem independência inclusive na criação de uma criança.

Como eu citei antes, se a sociedade é igualitária, por quê comercial de amaciante de roupas é voltado pro público feminino? Você consegue me explicar? Também consegue me explicar porque comercial de detergente de louça, material de limpeza de banheiro, e outros são sempre focados em mulheres? E por quê comercial de carros são normalmente voltados pro público masculino? Por quê comerciais de cerveja, com raríssimas exceções, sempre mostram o homem se dando bem? Isso são reflexos de uma cultura machista onde a mulher tem que limpar enquanto o homem tem que beber e dirigir.

Pra completar a história da minha família: dos 3 que saíram, um foi minha mãe, que uma amiga levou ela pra Porto Alegre, outro foi uma tia, que conheceu um cara de Curitiba e se mudou pra lá com ele, e outro foi uma tia cujo marido recebeu uma proposta pra ir pra Rondônia. Essas três são as únicas que hoje estão numa situação interessante. Quem não teve oportunidade de sair de Colombo seguiu vivendo nesse mundo extremamente machista.

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É claro que se casar com um monstro é uma atitude extremamente insensata! Você está me dizendo que em Colombo nenhuma mulher fica para titia? Que sua tia se casou sob ameaça de morte?

Você está dizendo que mulheres precisam se aposentar mais cedo porque os publicitários e marketeiros fazem propaganda anacrônica?

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45 minutos atrás, Christian disse:

Há diversas comunidades, e não diversos "set ups".

Sério? Não estou falando de comunidades, mas sim de exemplos de famílias. O termo "setups" foi apenas para facilitar o entendimento do que eu quis dizer, mas pelo visto não foi entendido. Por "setups" de famílias eu quis dizer diferentes tipos de famílias. Não comunidades, mas sim a família principal com pai e mãe, com ou sem filhos, etc. Não estou entrando aqui na questão de tia, avó, bisavó, etc... 

48 minutos atrás, Christian disse:

tar o exemplo da minha família mesmo. Minha mãe é da cidade de Colombo, no Paraná. Meus avós eram extremamente religiosos, viviam numa pobreza absoluta, e tiveram 14 filhos. Destes 14, 3 saíram de Colombo e o restante ficou. Dos que ficaram, 3 morreram. Os que continuaram lá acabaram invadindo terrenos perto da casa de meu avô pra construir suas casas.

Dessa galera, a média de filho de cada indivíduo é entre 3 e 5 crianças, sendo que alguns têm muito mais que isso. No lugar onde elas vivem homem é tido como bicho bruto que não leva desaforo pra casa. Tenho uma tia que é um pouco mais velha que eu, tem 5 filhos, um ex-marido presidiário e o atual é um monstro. Desses 5 filhos, um deles já teve 2 filhos e outro já teve 3. A filha dela já disse que pegou o padrasto espiando ela tomar banho, um outro filho já ameaçou matar o padrasto se ele fizesse isso de novo, mas minha tia continua defendendo o atual marido. Então você me diz que isso é uma escolha sensata? Ela casou com um possível pedófilo porque quis, porque curte colocar a filha em perigo?

Citar um exemplo pessoal não tem valor, meu amigo, pois eu poderia citar outro completamente diferente. E não, não digo que essa escolha específica dessa pessoa foi sensata, na verdade foi estúpida, mas ainda assim foi uma escolha dela. Exceto, é claro, se alguém a obrigou a isso, mas se for esse o caso deveria procurar a polícia. Também já inventaram uma coisa chamada divórcio para quem não está contente com o casamento. Culpar o parceiro é mais fácil do que assumir a culpa, não digo que o parceiro seja santo, ele está no erro, mas é decisão dela continuar ou não e se prefere continuar é cúmplice.

Esse exemplo que você falou é pessoal e real, mas exagerado para a realidade atual do país. Algo antigo, de fato no passado era bem mais comum esse tipo de relação, antes nem separação era possível. Mas no tópico eu me referia ao ano que estamos em diante. Pensando no futuro e não no passado.

Hoje estão tendo cada vez menos filhos, essas famílias que tem 14 filhos é algo do passado. Hoje a média brasileira é de menos de 3 filhos nas áreas mais pobres (norte e nordeste, por exemplo), enquanto que nas áreas mais ricas do brasil a média é menor que 2. Muitas famílias não tem filho algum.

 

57 minutos atrás, Christian disse:

Eu calculo que minha família em Colombo, que se originou com 8 tios e tias, hoje deve beirar umas 100 pessoas pra mais (não faço menor ideia, pois não tenho contato com eles há ao menos uma década). Quase todos não têm estudo algum, mal completaram a quinta série porque precisavam trabalhar. Então você me diz que isso foi escolha? Eles escolheram ficar pobres? Minhas tias e primas escolheram caras violentos porque sim? Ou simplesmente o local onde elas vivem não propicia tais escolhas? Onde minha tia pode escolher casar com um monstro, com outro monstro, com outro monstro? Afinal, na cultura deles, a mulher precisa de um marido.

Sim, elas escolheram e ponto. É uma escolha. Se não há nenhuma opção boa, o que é difícil de acreditar, ainda havia a escolha de ficar sozinha. Nós pagamos pelas nossas escolhas, nem sempre escolhemos bem e pagamos por isso. Isso vale para tudo na vida, desde permanecer em um cidade X, escolher estudar, escolher se vitimizar ou escolher mandar na própria vida. Escolher seguir a cultura local ou ser diferente também é uma escolha.

 

1 hora atrás, Christian disse:

Se você pesquisar um pouco você vai ver que, quanto maior o nível de escolaridade de uma pessoa, menos ela aceita maus tratos dentro de casa. Inclusive, com a independência conquistada pelas mulheres das elites das metrópoles, muitas estão escolhendo ser mães solteiras. Elas não querem se prender a um cara por talvez não terem encontrado um homem que suprisse suas necessidades ou simplesmente por quererem independência inclusive na criação de uma criança.

Nunca discordei de que uma pessoa com um bom nível de escolaridade é mais inteligente e portanto não tem a estupidez de aceitar mais tratos extremos ou uma péssima qualidade de vida. Afinal, isso é uma escolha e quanto mais inteligente menos imbecil será a sua decisão. Ainda assim, quem está presa a um companheiro pífio tem sempre a opção de desistir da relação. Isso serve tanto para mulheres quanto para homens.

 

1 hora atrás, Christian disse:

Como eu citei antes, se a sociedade é igualitária, por quê comercial de amaciante de roupas é voltado pro público feminino? Você consegue me explicar? Também consegue me explicar porque comercial de detergente de louça, material de limpeza de banheiro, e outros são sempre focados em mulheres?

Por que são ultrapassados e ainda estão no velho. E também por que há muitas mulheres que optam por uma vida confortável como dona de casa quando tem um bom parceiro, enquanto um homem optar por cuidar do lar enquanto a mulher trabalha fora é visto como preguiçoso e gigolô. Também por que a maioria das empregadas domésticas são mulheres, pois há o preconceito de que todo homem é um estuprador em potencial e também por culpa de pais que não ensinavam o básico de limpeza aos homens. Algo que felizmente já está ficando no passado, pois atualmente não é vergonha um homem limpar uma casa.

Mas não é dando mais direitos a um que vamos chegar nos direitos iguais. Temos que mudar esta cultura e não manter o machismo ao afirmar que mulheres devem se aposentar mais cedo. Isso nada mais é do que uma boa desculpa para que se explorem elas, afinal, mulher teria mesmo que ter dupla jornada e o homem não devia ajuda-la já que ela já ganha por isso o benefício de se aposentar mais cedo. É uma desculpa para manter o machismo ancestral e um empecilho na evolução natural dos direitos iguais.

 

1 hora atrás, Christian disse:

E por quê comercial de carros são normalmente voltados pro público masculino? Por quê comerciais de cerveja, com raríssimas exceções, sempre mostram o homem se dando bem? Isso são reflexos de uma cultura machista onde a mulher tem que limpar enquanto o homem tem que beber e dirigir.

Mas uma vez algo velho que já vem mudando. Não é incomum ver comerciais de mulheres bebendo ou mulheres de sucesso comercial. Até mesmo em comerciais de carro. Mas não devemos apoiar esse modelo antigo e usar isso como desculpa, devemos olhar para frente e buscar igualdade.

 

1 hora atrás, Christian disse:

Pra completar a história da minha família: dos 3 que saíram, um foi minha mãe, que uma amiga levou ela pra Porto Alegre, outro foi uma tia, que conheceu um cara de Curitiba e se mudou pra lá com ele, e outro foi uma tia cujo marido recebeu uma proposta pra ir pra Rondônia. Essas três são as únicas que hoje estão numa situação interessante. Quem não teve oportunidade de sair de Colombo seguiu vivendo nesse mundo extremamente machista.

Ainda bem que elas fizeram boas escolhas. Dizer que é o destino que todos estejam mal é menosprezar a ação e escolhas daqueles que estão bem. A vida não é fácil e está em constante evolução.

Para as mulheres de 100 anos atrás era pior que as de 50 anos atrás, assim como para as de agora está melhor do que as de 50 anos atrás. Graças a isso aos poucos no decorrer dos anos as mulheres vem conseguindo igualdade, mas quanto mais benefícios elas tiverem simplesmente por serem mulheres mais difícil será alcançar a igualdade por completo. 

Deve-se respeitar apenas a questão biológica nos benefícios dados por lei. E não a escolha de um cônjuge, que é pessoal e pode ser alterada a qualquer momento.

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E vamos que vamos!
Achei interessante o ponto de vista do Brek e o do Chris bem forte.
Isso é real quanto ao nível de escolaridade ...Aqui numa cidade rural no alto de uma serra é assim tb ,mulher que não tem estudo se submete a cada coisa que dá pena de ver.

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"E, por mais que a última reforma da Previdência seja antiga e considerada “ultrapassada” (e uma reforma seja necessária para dar sustentabilidade ao sistema), a jornada dupla das mulheres brasileiras continua bem atual."

http://exame.abril.com.br/economia/por-que-a-mulher-deve-se-aposentar-mais-cedo-do-que-o-homem/

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"Porque a lei brasileira considera que toda mulher realiza trabalhos domésticos paralelamente à vida profissional... “Provavelmente, se a igualdade dos sexos progredisse no Brasil, a expectativa de vida se igualaria”, afirma. Direitos iguais, riscos iguais."

http://super.abril.com.br/historia/se-a-mulher-vive-mais-por-que-se-aposenta-antes/

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"Como o texto de lei deve corresponder ao reflexo da sociedade, que evolui numa aproximação de isonomia entre os sexos, ainda que a passos curtos, a norma previdenciária deverá ser mais isonômica também nesse aspecto. Até a próxima."

http://blogs.diariodepernambuco.com.br/espacodaprevidencia/?p=1166

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"A doutrina do Direito previdenciário leva em conta as atividades domésticas e o tempo que mulheres ficam em casa cuidando dos filhos e da família. Não há outra fundamentação que não cultural."

http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2015/06/por-que-mulheres-precisam-trabalhar-menos-tempo-para-se-aposentar-4784971.html

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"Os dados mostram que a vulnerabilidade da mulher vai aumentando de acordo com a idade. Aos 60 anos, só 10% estão no formal. O fato de igualar as idades mínimas intensifica esse problema, e cresce o risco de ela não se aposentar."

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-38364157

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"Mulher na PB denuncia agressão de ex-companheiro e delegado pergunta se 'não foi o guarda-roupa'"

http://g1.globo.com/google/amp/g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/mulher-na-pb-denuncia-agressao-de-ex-companheiro-e-delegado-pergunta-se-nao-foi-o-guarda-roupa.ghtml

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Desse jeito...
Estou com duas casas para administrar e esse ano não pude continuar trabalhando ,pois tenho uma rotina bem intensa no cuidado com minha mãe e padrasto.
Todos os dias antes de 09:00 tenho que estar com meu almoço pronto e arrumada para ir ao hospital ,saio de lá até 12;30 e vou para casa de minha mãe ajudar com o almoço, arrumar casa e administrar as doses de remédio deixando tudo separado de acordo com as horas.Saio daqui por volta de 15:00h e 16:00h.Vou para minha casa arrumar,lavar roupa e as 20:00 tomo banho e vou fazer trabalhos com restauro ou projetos de pesquisa.Durmo por volta de meia noite.

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Por incrível que pareça, nem todo nazista tinha ódio de judeus, muitos entraram pro partido porque todo mundo entrava, ou porque acreditavam que era justo ter uma Alemanha só pra alemães.
Mas, se soubessem de um alemão que espancava judeus... Bom, justificava que seum alemão agrediu um judeu era porque o judeu devia ter feito alguma coisa... Ou admitiam que era excesso, mas eram poucos casos isolados. E eram, afinal a Alemanha tinha quase 70 milhões de habitantes e foram mortos 6 milhões de judeus. Numa proporção forçada, apenas 1 em cada 10 alemães matou um judeu. Mas se não fosse o apoio da maioria da população, teria o Reich conseguido matar tantas pessoas?

 

Então, quando se diz "Ah, apenas umas poucas feministas são loucas morte aos homens e o escambau então não podemos falar do movimento por causa delas" é a mesma coisa que dizer "Ah, apenas uns poucos nazistas são loucos estilo morte aos judeus", não?

 

Ou seja, o movimento feminista, que já deixou de ser um movimento que busca apenas direitos iguais, já foi corrompido quando passou a aceitar essas radicais ao invés de as rechaçar. Ei, eu não sou religioso, mas me considero religioso e disse mais de uma vez que se alguém dá porrada num gay dizendo que é contra os ensinamentos de Cristo, eu não só falo que Cristo jamais pregou isso como que esses caras são tudo, menos cristão.

Vc não vê feminista "moderada" renegando feminista "radical". 'Ah, minha namorada não gosta delas" mas não vai haver nenhum feminista se colocando aparte delas porque seria contra o movimento. Então, ter essas pessoas é a favor do movimento.

No mais, eu escuto em meu dia a dia menos feminista propagando coisas boas, mas pelo contrário, eu vejo feminista radical desejando que feminista moderada (aliás, basta ser feminista e falar qualquer coisa contra o radicalismo feminista e vc vai ver mulher até desejando que ela seja estuprada... Ou seja, vc vê mais feminista apoiando ou se calando frente às radicais e menos apoiando as moderadas).

 

Isso quando não surgem chavões hipócritas que todas defendem, como a "Cultura do Estupro". Que já discutimos tanto aqui.
A opinião delas?

[IMG]

 

É igual "Eu luto pelo fim da cultura do estupro... Exceto quando o cara é gatinho!" e exatamente a mesma coisa que homens chamados de machistas dizem!

De novo, deixaram a ideologia assumir o controle do movimento.

Nisso, se a ideologia diz que gênero é construção social e a ciência diz que não, que se exploda a ciência.

 

A mulher do vídeo diz que homens e mulheres devem dar leite a seus filhos ( o que eu concordo), mas que não se pode dizer que a amamentação é algo natural pois pode desbalancear a teoria de gênero.

Maressa, você é mulher. Mulheres tem seios com glândulas mamárias porque devem amamentar seus filhos (como mamíferos) ou tem seios porque a sociedade obriga as mulheres a serem mulheres?

 

Ou, basta procurar seguir essa imagem abaixo:

18446780_1539086726163511_30818485692142

Ou seja, ao invés de as mulheres as defenderem de outras pessoas (feministos e feministas radicais), estão ignorando isso, porque ela é de uma corrente ideológica "errada".

 

Sei lá, não vejo nada de bom do movimento feminista atual. Se tem, está tão escondido por debaixo de ideologias malucas, ofensivas, radicais que ninguém enxerga. As feministas moderadas não se fazem ouvir e tiveram sua voz tomada, não por homens machistas radicais, mas por mulheres feministas radicais.

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Essa repórter MULHER fala uma coisa interessante sobre o movimento feminista atual:

 

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Só uma correção, não existe "feministas de direita", a frase "feministas de esquerda" é redundante e dá a entender que existem 2 polos de feminismo... Não, o FEMINISMO em si tem suas raízes no MARXISMO!

Tipo, o feminismo, surgido em 1837, quando Marx era um estudando preguiçoso de 19 anos, tem suas raízes no Marxismo. Nem mesmo para estudarem o próprio movimento essas radicais servem. Que tal a gente falar de pedofilia. 18268239_1288211001296936_56130368414248 Qual seria a reação de mulheres caso algum homem fizesse algum comentário sobre uma menina de 10 anos que fizesse algum programa de TV? E qual foi a reação das feministas para esse caso?

d9diZju.jpg khsciU4.jpg

Finalmente, o "movimento" feminista agora é subordinado de movimentos ideológicos - de esquerda, marxistas - e se o movimento tem uma bandeira mais importante, mulheres entram pro segundo plano, pois o importante é a bandeira social. Maressa mesmo, que tá defendendo as feministas, sabe como a cultura islâmica do oriente médio é particularmente opressiva contra mulheres, gays e religiosos não islâmicos. Mas basta a direita ser contra a imigração e a esquerda passou a ser a favor. Nisso, os imigrantes ilegais estão chegando na Europa, levando estupro como forma de "educar" mulheres (se vc é cristã ou atéia e não usa véu, te dão um estupro corretivo se te pegarem sozinha ou em minoria) e obrigando suas esposas a usarem véus e burcas. O mais incrível? No Brasil em que estuprador é morto se for pego pelas pessoas, vivemos numa vultura do estupro. E esse povo que realmente considera todo tipo de opressão à mulheres normal, é defendido pelas feministas. Se quiserem tenho relatos de feministas dizendo que a burca é um direito da mulher e que ser contra a obrigação do véu é ser contra as mulheres...

https://vid.me/embedded/uJnu?autoplay=1

https://vid.me/embedded/uJnu?autoplay=1 Ou seja, se o feminismo luta pelas mulheres, ao invés de fazer show defecando em cima de imagem sacra ou enfiando crucifixo no ânus, não deveriam estar lutando para proteger as mulheres de imigrantes ilegais na Europa?

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Isso porque nem falamos de um evento que gera histeria em massa, as famosas falsas acusações de estupro.

Antes de mais nada, temos que entender que o estupro é um crime terrível e que os estupradores devem ter as punições mais duras possíveis, não só como punição a eles, mas como tanto conforto à vítima (que não adianta tanto) como tbm para desincentivar outros homens a fazê-lo. Mas nos últimos anos, principalmente depois que a lei passou a aceitar que basta a palavra da "vítima" como prova, que homens inocentes passaram a ser acusados de estupros pelos motivos mais absurdos possíveis:

Terminar um namoro, estar namorando uma pessoa e a mulher querer acabar com esse namoro, ter feito sexo e se arrependida ou terem descoberto que ela fez sexo (com o caso extremo de uma mulher fazer sexo com uma pessoa X, ficar grávida ou ser descoberta e acusar uma pessoa Y totalmente diferente) ou vingança.

Ou seja, falsas acusações existem e prejudicam inocentes.
Ser contra essas falsas acusações não é ser a favor do estupro. É ser a favor de justiça.

Mas basta surgir um caso de falsa acusação em que pessoas explicam porque acham que a acusação é falsa, e turbas e turbas de feministas passam a defender a acusadora, mesmo que a estória seja cheia de furos.

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Um professor, considerado inocente da acusação de estuprar uma aluna de 14 anos, disse que nenhum homem “em sã consciência” deveria se tornar professor.
 
Kato Harris, de 38 anos, foi acusado de violar e sodomizar uma aluna de uma escola particular para garotas, no outono de 2013.
A garota alegou que o estupro aconteceu quando o senhor Harris a convidou para se juntar a ele numa sala de aula durante o intervalo.
 
O Sr. Harris, que era chefe do departamento da escola em Londres, foi inocentado de uma acusação de estupro feita por uma garota de 16 anos, após 26 minutos de deliberação no júri ano passado.
Falando para a TalkRadio hoje, em sua primeira entrevista após ter seu nome limpo, o Sr. Harris disse que passou a se questionar por que qualquer homem com bom senso seguiria uma carreira no ensino.
 
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Imagine ser falsamente acusado de estupro por uma criança e encarar a prisão por isso. Conheça a história do professor Kato no @talkRADIO. Ele estará conosco às 10 da manhã.
 
O Sr. Harris disse no TalkRadio: “Depois da provação que passei, será que eu tomaria a decisão de lecionar de novo? A resposta é não, e certamente as pessoas compreenderão isso”.
 
“Tentei explicar por que meu caso possui uma mensagem muito forte para homens que estão pensando em se tornar professores. Vocês deveriam desistir. Não façam isso”.
“Hoje em dia, há um discurso nas escolas (e em outros lugares) onde há homens como funcionários, que diz que cada um deles pode ser um pervertido em potencial. Eles enxergam cada professor como um estuprador em potencial”.
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Sr. Harris foi inocentado pelo júri após 26 minutos de deliberação. (JustGiving)
 
Ele completou dizendo que se tornar um professor é como “comprar um bilhete de loteria”, explicando: “O menor “prêmio” seria uma falsa alegação de que você xingou ou tratou mal um aluno em sala de aula. O maior seria uma falsa acusação de estupro, baseado em uma aluna que esbarrou em você no corredor, e diz que você é quem a tocou de forma inapropriada”.
 
“Ou, pior ainda, você pode ganhar o “grande prêmio” e ser acusado, em três ocasiões diferentes, de sodomizar uma aluna na frente de toda a escola. Independente das opções, você desejaria uma delas? Qualquer homem que deseje ser professor tem uma chance, em cinco, de ser “premiado” dessa forma por sua escolha de profissão”.
“Quando você sabe o que vem pela frente, eu sinceramente não vejo a razão pela qual um homem, em sã consciência, iria querer ser professor”.
 
O Sr. Harris também disse que não tem sentimentos negativos com relação a acusadora, afirmando sentir uma “pena genuína” dela.
 
Ele deixou a escola antes das acusações serem feitas contra ele, em dezembro de 2014, e não acredita que a garota – para a qual ele nunca havia lecionado – nutrisse algum ressentimento por ele”.
 
Em uma entrevista dada no mês passado para o Mail on Sunday, o Sr. Harris disse: “Estou desempregado, morando numa quitinete e em breve não terei como pagar por moradia. Sou considerada uma pessoa nociva”.
 
Ele admitiu ao TalkRadio: “Sinto tristeza por tudo que perdi, mas isso é contrabalanceado pelo que ganhei, que foi liberdade e a capacidade de tomar decisões sobre o meu futuro”.
Ele acrescentou: “O que nós não podemos de forma alguma fazer é criar uma situação onde aceitamos quaisquer acusações de abuso sexual, sem investigá-las cuidadosamente, antes de levá-las a sério”.
As únicas soluções disponíveis para professores é “ensinar apenas alunos do sexo masculino, ou desistir da profissão”, disse ele.
 
Essa história abaixo, eu iria usar não neste tópico, mas por ser uma história legal e merecer seu próprio, mas leiam a incrível história de uma mulher que se fazia de homem para trabalhar e, ficando rica, foi acusada de estupro...
 
_96057849_pili-hussein_top.jpg   Vestida de homem, Pili Hussein trabalhou por quase dez anos em uma mina de tanzanita sem ser reconhecida
 
Pili Hussein queria fazer fortuna procurando uma pedra preciosa que acredita-se ser mil vezes mais rara do que diamante, mas, já que as mulheres não podiam trabalhar nas minas na Tanzânia, ela se vestiu como homem e enganou seus colegas por quase uma década.
 
Hussein cresceu em uma família grande na Tanzânia. Seu pai era um criador de gado que tinha muitas fazendas, seis mulheres e 38 filhos. Mas ela nem sempre se lembra da infância com saudades.
"Meu pai me tratava como um garoto e me dava gado para cuidar. Eu não gostava nem um pouco daquela vida", disse à BBC.
 
Mas seu casamento era ainda mais infeliz, e aos 31 anos, Pili fugiu, abandonando o marido abusivo.
Em busca de trabalho, ela foi para a pequena cidade de Mererani - aos pés do monte Kilimanjaro, o mais alto do continente africano -, único lugar no mundo onde se encontra uma pedra rara e roxo-azulada chamada de tanzanita.
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A tanzanita foi descoberta em 1967 pelo povo Massai e é uma das pedras mais vendidas do mundo, apesar da quantidade limitada
 
"Eu não estudei, então não tive muitas opções", diz.
"Mulheres não podiam entrar nas minas, então entrei como um homem forte. Você pega calças largas, as transforma em shorts e fica parecendo um homem. Foi isso o que eu fiz."
 
Para completar a transformação, ela também mudou de nome.
"Eu era chamada de Uncle (tio) Hussein. Não disse a ninguém que meu nome real é Pili. Até hoje, se você for na mina, pode me procurar por esse nome."
 
'Gorila'
 
Nos túneis quentes e apertados das minas - alguns dos quais se estendem por centenas de metros sob a superfície -, Pili trabalhava de 10 a 12 horas por dia, cavando e peneirando, esperando descobrir pedras preciosas em veios de grafite.
 
"Eu descia a até 600 metros, tinha mais coragem do que muitos outros homens. Eu era muito forte e conseguia produzir o que era esperado de um homem."
 
Pili diz que ninguém suspeitou que ela era uma mulher.
"Eu me comportava como um gorila. Eu sabia lutar, falava palavrões, andava com um facão como um guerreiro (da tribo) Massai. Ninguém sabia que eu era uma mulher porque eu fazia tudo como um homem."
 
Depois de cerca de um ano, ela descobriu dois aglomerados enormes de tanzanita. Com o dinheiro que conseguiu, construiu casas para seu pai, sua mãe e sua irmã gêmea, comprou mais ferramentas e contratou mineiros para trabalhar para ela.
Seu disfarce era tão convincente que foi preciso um incidente fora do comum para que sua verdadeira identidade fosse revelada. Uma mulher afirmou ter sido estuprada por alguns dos mineiros e Pili foi presa como suspeita.
"Quando a polícia apareceu, os homens que estupraram a mulher disseram: 'O culpado é ele', e eu fui levada para a delegacia", relembra.
Exame
 
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Mineiros cavam as pedras usando cinzéis e enchem sacos com os escombros. Depois, transportam a carga para cima usando uma corda+
Ela não teve escolha a não ser revelar seu segredo.
Pili pediu que a polícia encontrasse uma mulher que pudesse fazer um exame médico nela, para provar que não poderia ser responsável pelo estupro. Ela foi liberada em seguida, mas, mesmo assim, seus colegas mineiros não conseguiram acreditar que tinham sido enganados por tanto tempo.
 
"Eles nem acreditaram quando a polícia disse que eu sou mulher. Não foi fácil para eles aceitarem, até 2001, quando eu me casei e comecei minha família."
Encontrar um parceiro quando todos acham que você é um homem não é fácil, diz Pili, mas ela conseguiu.
 
"A pergunta que ele se fazia sempre era: 'Ela é uma mulher mesmo?'. Só depois de cinco anos ele se aproximou de mim."
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Vestida com roupas largas, Pili enganou mineiros por quase dez anos
Vida diferente
 
Pili fez uma carreira de sucesso e hoje é dona de sua própria companhia de mineração, com 70 funcionários. Três de suas funcionárias são mulheres, mas elas trabalham como cozinheiras, não como mineiras.
Segundo Pili, apesar de haver mais mulheres hoje na mineração do que quando ela começou, poucas ainda trabalham realmente no interior das minas.
"Algumas lavam as pedras, algumas as vendem, outras estão cozinhando, mas elas não descem para as minas. Não é fácil convencer mulheres a fazer o que eu fiz."
 
Seu sucesso permitiu que ela custeasse a educação de mais de 30 sobrinhas, sobrinhos e netos. Apesar disso, no entanto, ela não quis que sua filha seguisse seus passos.
"Tenho orgulho do que fiz. Me fez rica, mas foi difícil para mim."
"Quero que minha filha vá à escola, tenha educação e consiga viver sua vida de uma maneira muito diferente da minha", afirma.
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Com o dinheiro das pedras que encontrou, Pili fez sua própria empresa, que hoje tem 70 funcionários
Ou seja, excesso do movimento feminista como um todo.
 

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